Empreendedorismo

O que podemos esperar do consumidor pós-crise

fevereiro 27, 2018

consumidor pós-crise com sacolas nas mãos saindo do shopping

Após décadas de sucesso na economia, com o preço das commodities subindo, altos investimentos em infraestrutura e desenvolvimento social, o Brasil entrou em um cenário de crise econômica que não era visto há, pelo menos, 20 anos.

Esta é a primeira crise econômica vivida por uma imensa geração de jovens adultos, os millennials, que tiveram que rever todo o seu padrão de consumo. O mistério agora é entender como este consumidor pós-crise irá se comportar.

Tendências indicam que os efeitos de uma crise econômica do tamanho da que passamos são capazes de mudar completamente o comportamento dos consumidores. As pessoas passam a ficar mais exigentes, fazendo uma análise mais criteriosa das suas compras e fazendo o seu dinheiro render mais. De certa forma a crise econômica passa a empoderar o consumidor.

O consumidor pós-crise mais empoderado

A crise econômica que assolou os Estados Unidos da América entre os anos de 2008 e 2014 foi uma das mais devastadoras da história, sendo comparada diversas vezes com o crash da bolsa em 1929 e a recessão da década de 1930.

Esta recessão moderna teve muitos efeitos. Com as dívidas equivalentes a, em média, 135% da renda das famílias norte americanas, os consumidores precisaram rever o próprio comportamento. De certa forma, essa postura foi responsável por diversas oportunidades que surgiram no cenário pós-crise.

O aumento do desemprego foi um dos principais fatores a moldar o novo comportamento dos consumidores americanos. Para manter alguma ocupação, muitos americanos partiram para o trabalho voluntário (recorde no período da crise). Com isso o senso de comunidade e responsabilidade dos consumidores cresceu muito. Hoje eles exigem que as empresas tenham políticas mais inclusivas e responsáveis, valorizando sobretudo, as comunidades onde estão inseridas.

Um ponto que sofreu mudanças radicais foi a maneira como o consumidor americano lida com as suas compras. Grande parte dos consumidores passaram a comprar muito menos do que no período pré-crise e, com isso, passaram a exigir mais dos produtos adquiridos.

A média de tempo que um americano permaneceu com seu carro após a crise aumentou muito, chegando a 9,5 anos em 2017, um verdadeiro recorde. Os consumidores americanos querem comprar menos itens, mas desejam que eles tenham qualidade e durabilidade maiores.

Podemos esperar isso e muito mais dos consumidores brasileiros, eles devem adquirir hábitos próprios com a crise econômica que nos assola, mas o cenário indica que poderemos ver muito mais criatividade, exigência e empoderamento do nosso mercado de consumo no futuro.

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